Professor Alberto Pessoa - Comunicação e design

Blog com temas diversos em comunicação, artes e letras

26.3.09

Estampa no InkScape

Olá!

Meus alunos sempre me perguntam acerca de software para aprender e esbarramos no velho dilema da pirataria.

A questão é polêmica, à ponto de já ter ouvido declarações de professores e profissionais do ramo de que “é graças à pirataria que se formam profissionais de informática no Brasil”.

Não discordo, mas acho uma realidade pequena dentro da nossa classe de profissionais, pois se queremos respeito e remuneração a altura, precisamos ter a mesma postura em relação aos subsídios que precisamos para nos tornarmos bons profissionais.

Uma licença de software poderia ser muito mais barata que se cobra hoje, sem dúvida, mas pensem bem:

Um designer ou publicitário que queira montar um serviço freelance vai gastar entre softwares, computador, tablets bem menos que um indivíduo que queira montar uma franquia ou um negócio próprio. Ser publicitário ou design requer um investimento médio e com bons contatos e serviços, o profissional logo terá seu retorno financeiro.

Pode parecer um pensamento otimista, mas é um fato: não conheço nenhum colega que não esteja fazendo um trampo na área neste momento.

Todos têm família e pagam suas contas.

Quando entramos na pirataria, provavelmente iremos ter clientes menores, pessoas que não se importam com o processo de trabalho a ser realizado, apenas no resultado final, sem falar que nós mesmo não teremos uma noção de quanto vale o próprio trabalho, pois uma coisa é montar uma estação de trabalho regulamentada e outra uma estação repleta de programas pirateados, sem custo significativo.

Na universidade nós ensinamos todo o pacote Adobe, tanto para web como impresso. Mas ensinamos o CONCEITO, ou seja, ensinamos de maneira que o aluno possa migrar para outrós programas, como Corel Draw por exemplo.

Nesse tutorial, resolvi experimentar uma solução gratuita, que é o Inkscape. Não irei julgar quem é melhor, Illustrator, corel ou Inkscape. O que quero, com esse tutorial é questionar: Vale ir para a pirataria ou pagar uma alta licença se, tenho um software gratuito e compatível com a maioria das necessidades que um artista gráfico necessita?

Bem, fica a pergunta e o passo a passo da estampa!

 

aqui foi utilizado a velha e boa Pen Tool. O inkscape é bem intuitivo e quem sabe usar a ferramenta não tem muitos problemas na hora de migrar para o software.

aqui foi utilizado a velha e boa Pen Tool. O inkscape é bem intuitivo e quem sabe usar a ferramenta não tem muitos problemas na hora de migrar para o software.

 

 
Essa fase já tenho toda a diagramação e pensamento de fonte. Optei por algo simples, a fonte arial mesmo, mas mesclando seus segmentos em itálico e normal. Poderia ser a helvética, mas o Inkscape não tem essa fonte em seu default.

 

 

Essa imagem foi tratada em software de manipulação de imagens e vetorizada no Inkscape.

 

 

 

 

 

 

 

 E esta é a imagem final. espero que tenham gostado!

Abraço

Alberto

 

criado por albertopessoa    2:12 — Arquivado em: Sem categoria

25.3.09

A relação Professor - Aluno - Autonomia

Este post é fruto de uma aula que realizei na faculdade no curso de publicidade.

A relação professor aluno depende de uma força matriz conhecida como autonomia. O papel do professor é orientar o aluno a se tornar um cidadão reflexivo, criativo, capaz de julgar e tomar decisões autônomas naquilo que a disciplina, curso e instituição se propõe a oferecer.

Quando o ensino é focado em formação de adultos, como é o caso da Faculdade, a autonomia é fator chave para o ensino, para que não entrarmos na idéia de formar adultos com mentalidade de crianças.

Entretanto, o ato de orientar não é linear, não é apenas informação, recepção, assimilação e fruição. É muito mais. O ato de orientar é caótico, pois não há ” fórmula pronta”. E não há um estado propício para ensinar.

Como você vai orientar um aluno que está embriagado? Podemos considerar que este aluno deve se retirar da sala e ser direcionado para a diretoria ou coordenação, correto? Mas isso é uma medida cabível de fato? No dia-a-dia das aulas podemos resolver as coisas com esta eficiência?

Outro exemplo: E quando o aluno quer ir embora da aula e promete que irá realizar todos os trabalhos em casa pois possui um equipamento muito melhor que o que a faculdade oferece? Você confia nele e deixa fazer ou você o ameaça com redução de nota ou marcação de faltas, para que, mesmo contra a vontade ele realize as atividades em classe?

E quando você tem um aluno criativo, mas extremamente inseguro do seu trabalho e fica te pedindo não para orientar, mas para julgar seu trabalho? O que fazer?

Veja, como se não bastasse, são problemas que precisam ser solucionados em uma mesma turma e no espaço de duas horas de aula aproximadamente.

É nisso em que me remeto a autonomia novamente. A questão do aluno arrogante que não aceita orientação e tenta resolver todos os trabalhos sozinho precisa ser encarada não como uma afronta, mas como uma proposta de orientação diferenciada. Um voto de confiança pode ser necessário e a avaliação cercada de orientações pertinentes ao trabalho. Propor que ele faça o trabalho em classe por ameaça só irá gerar um aluno descontente que não irá criar nada.

Avaliar o trabalho de criação digital realizado por um aluno que realiza estes tipos de indagações pode ser uma tarefa árdua, mas se o nosso compromisso como professor for a autonomia, parece plausível sermos capazes de concordar com esse “contrato” que o aluno deseja realizar.

Apesar de, obviamente sabermos que o trabalho em classe é muito mais adequado e que este aluno está perdendo grandes momentos de aprendizado se fechando em casa e realizando um trabalho sem orientação.

No caso do aluno bêbado, é um caso de segurança e não do professor. De todos os funcionários de uma instituição, o que corre mais perigo é o professor, pois ele está exposto a qualquer tipo de aluno e, consequentemente a algum tipo de violência.

Nesse caso não sei o que comentar, mas registrar a dificuldade e o tipo de aluno que aparece em sala de aula.

Por fim o aluno inseguro. Para ele vai o conselho: Quando você saber quem você é, vai parar de ter medo e saberá, independente do que os outros pensam, o que é melhor para você.

Um abraço
Alberto Pessoa

criado por albertopessoa    1:51 — Arquivado em: Sem categoria

24.3.09

Estampa Queens of the Stone Age

Olá amigos!

Na Aula de desenho III, para o curso de desenho Industrial, foi apresentado uma técnica de hachuras em nanquim, utilizando pincél pêlo de marta nº2.

A técnica foi apresentada em um estudo de um Zumbi que venho estudando para realizar um futuro projeto de terror que venho querendo escrever há algum tempo. 

Este Zumbi foi uma influência de um artista que acho único, chamado Ben Templesmith http://www.templesmith.com/faze3/ . O cara é o gênio do terror e venho estudando suas ilustrações.

Eis o resultado do estudo feito em classe:

Estudo Desenho III

Estudo Desenho III

A aula, no entanto, resultou em boas conversas com alunos e o assunto estamparia veio à tona. Olhando com mais precisão, resolvi pensar em como esse estudo poderia se tornar uma estamparia de banda e cheguei a alguns nomes, até me deparar com o Queens of the Stone Age, banda pós grunge de Seattle que lançou diversos Cds. entre eles, o Era Vulgaris me chamou a atenção e me lembrou a ilustração que havia feito, por terem utilizado Toy Arts como protagonistas no encarte do seu cd.
Chegando em casa, realizei a colorização no Photoshop.
Segue o Processo:
 

imagem fotografada e aberta no Photoshop

 
imagem fotografada e aberta no Photoshop
O brlho e contraste no Photoshop pode ser realizado na imagem em tons de cinza

O brlho e contraste no Photoshop pode ser realizado na imagem em tons de cinza

Eu utilizei 30% de Brilho e 60% de contraste
Arte tratada em brilho e contraste
Arte tratada em brilho e contraste

 

Imagem em modo RGB, com layer para cor em modo Multiply

Imagem em modo RGB, com layer para cor em modo Multiply

Imagem colorida e refinada em zoom

Imagem colorida e refinada em zoom

 

 
criado por albertopessoa    1:56 — Arquivado em: Sem categoria

5.1.09

Ilustração com referências fotográficas

Atividade pedagógica que pode ser usada nas seguintes disciplinas:

- Computação Gráfica - Manipulação de imagens - Fotografia - Design Gráfico - Ilustração digital - Produção Gráfica

e nas graduações de:

- Artes visuais - Publicidade e Propaganda - Design Gráfico - Fotografia - Produção Gráfica

Obtenção de imagens:

Geralmente os alunos utilizam imagens oriundas da Internet. Em aulas de criação isto pode ser um problema, pois perdemos o olhar do aluno ao tirar a fotografia. Questões como ângulos de cenas, observação de lugares, pessoas, texturas, o contexto em que estamos inseridos, e obtenção do acaso, que pode ser gerado ao tirar uma foto desfocada, acabamos perdendo.

Outro problema que considero na obtenção de imagens na Internet, salvo quando utilizamos bancos de imagens, é o uso de imagens de baixa resolução. Só para um rápido entendimento, as imagens utilizadas na Internet possuem uma resolução, ou seja, uma definição de qualidade muito baixa, sendo propícia apenas para visualização em sites. Quando a mesma imagem é usada como meio de impressão, o trabalho pode ser rejeitado pelo seu cliente, por não produzir a qualidade de visualização que o processo de impressão necessita. Por fim, o fator final é o próprio uso de direitos de imagens, que pode gerar sérias implicações jurídicas e éticas.

Nesse exercício, foram tiradas algumas fotos no Cemitério da Consolação e de texturas, como paredes, metais e etc.

Textura de portão enferrujado

Textura de portão enferrujado

As manchas que nuvens propiciam podem ser muito interessantes se manipuladas.

As manchas que nuvens propiciam podem ser muito interessantes se manipuladas.

Estátua do cemitério da consolação

Estátua do cemitério da consolação

foi tirada uma foto da minha mão no intuito de mesclar com a imagem da estátua

foi tirada uma foto da minha mão no intuito de mesclar com a imagem da estátua

  

fundo manipulado brilho, contraste e cores.

fundo manipulado brilho, contraste e cores.

Nuvem manipulada em brilho, contraste e cores

Nuvem manipulada em brilho, contraste e cores

estátua invertida, com cores tratadas, brilho e contraste

estátua invertida, com cores tratadas, brilho e contraste

Com as imagens tratadas, foi diagramada a ilustração, no intuito de gerar um pôster. Nesse caso, todo o trabalho foi desenvolvido no software photoshop. Poderia ser realizado em outros programas como GIMP, Photopaint e Painter.
Cada imagem foi tratada e montada em uma diagramação prévia. A mpontagem tentou obedecer o sentido ocidental de leitura, da esquerda para direita.
Este pôster é genérico, ou seja, pode ser utilizado para diversos fins. Nesse caso, a aplicação foi uma estampa de camiseta para a banda Alice in Chains. O aluno precisa ter como meta realizar imagens que possam ser utilizadas em diversas situações e que fique em seu banco de imagens particular.
Imagem aplicada logo e subt�tulo

Imagem aplicada logo e subtítulo

Algumas características a serem preservadas para o impresso:
- A imagem precisa ser impressa em 300dpis de resolução.
- O modo de imagem deve estar em CMYK, ou seja, com as cores visualizadas para impressão e não no formato RGB, que é o modo de visualização de vídeo.
- Formatos que podem ser salvos para impressão: TIFF - PDF e JPG, mais comum em impressões em gráficas pequenas. Evite compactar. Sempre apresente o arquivo descompactado para impressão. Se for mandar este arquivo via internet, prefira postar em sites como rapidshare, entre outros.
Logotipo:
Foi feita com técnica manual, em tinta acrílica com nanquim.
nanquim, acr�lica, água e pincel arredondado pêlo Orelha de boi

nanquim, acrílica, água e pincel arredondado pêlo Orelha de boi

pincel bastante carregado e letras feitas à mão.

pincel bastante carregado e letras feitas à mão.

tipografia usada para o pôster

tipografia usada para o pôster

Bem espero que tenha gostado e que esta aula o ajude realizar futuros trabalhos!
Segue os links de ilustradores profissionais que realizam este tipo de arte:
http://www.abstrata.net/ - Arte de Gustavo Sazes, considerados uns dos melhores nesse segmento.
http://www.cabinfevermedia.com/main/index.html - Ilustrador de bandas como Arch Enemy
http://www.angryblue.com/ - Site muito bom de arte rock, com desenhos vetoriais
Alberto
criado por albertopessoa    20:32 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:, ,

9.12.08

Letras, desenhos e cores

Nessa série de workshops que ministrei em aulas de criatividade, tanto em publicidade, UATU e desenho Industrial, uma que estimulou os alunos foi a que conversamos acerca de fontes, frases e o uso da cor.

Início da aula - Sempre com os alunos ao redor e expondo explicações ao decorrer da prática.

A idéia da ilustração era realizar a partir de um produto uma série de palavras que lembra-se a marca e seu conteúdo. Além de aplicar apenas duas cores no processo.

Nessas horas a criatividade pode parecer, em um primeiro momento, podada, pois o briefing é restrito, mas são nas frestas e no conhecimento que podemos burlar as restrições.

Um exemplo é o uso da cor. Foi solicitado uma cor apenas no processo, no entanto, podemos escolher cores compostas, como o laranja e variar sua tonalidade.

Diversidade de materiais é fundamental para criação. Papelaria, para um criador, tem de ser como uma doceria para um comilão! Nesse caso foi usado guache TGA amarelo e magenta, lapiseira Desart 0,9 com grafite Pentel Azul, pincéis pêlo orelha de boi arredondados e naquim com acrílica, ambos da Acrilex.

Não costumo realizar misturas de cores na paleta. Como trata-se de uma aguda e pretendo explorar a fusão das cores para gerar o laranja, costumo mesclar nas pinceladas.

Finalizado o processo de cor, começamos a relacionar as palavras. A grafia foi realizada sem estudo prévio de tipografia, aproveitando as características do pincel com ponta arredondada.

 

As frases foram sugeridas pelos alunos e logo aplicadas na arte. Em nenhum momento foi colocado proibições ou restrições das frases.

com base nas palavras, foram sugeridas novos desenhos, dando um aspecto urbano ao trabalho.

Com o exemplo finalizado, foi solicitado aos alunos realizarem o trabalho.

Um fato curioso: coloquei à disposição diversas referências para facilitar na obtenção de imagens e até mesmo na possibilidade de copiá-las. Quase nenhum aluno usou as imagens, optando pela criação baseada em suas próprias memórias.

  

Alunos em ação!

Espero que tenham gostado!

Abraço à todos

Alberto

 

 

 

criado por albertopessoa    20:10 — Arquivado em: Sem categoria

29.11.08

Oficina de desenho II- Pastel Oleoso

Essa série de fotos foi realizada em mais uma aula da UATU - Universidade Livre do Tempo Útil, atividade de extensão proporcionada pela Universidade presbiteriana Mackenzie para a comunidade em geral. São cursos livres e entre as opções eu ministro o curso de desenho e pintura.

Essa atividade foi realizada utilizando a técnica de pastel oleoso.

Segue algumas observações.

A grande dificuldade do pastel oleoso consiste na feitura do esboço. Se você o realizar com lápis ou carvão, corre o risco de manchar ou de deixar transparente o esboço. O indicado é realizar com o próprio material. A sugestão é realizar pequenos traços com a cor marrom, que é um intermediário entre cores quentes e fria, se adaptando bem às próximas camadas de cor que virão à seguir.

 

 

 

 

 

 

 

 

O processo de colorização que realizo sempre parte de um pensamento monocromático, ou seja, utilizo matizes semelhantes ao marrom, como laranjas e vermelhos.

 

O preto é usado para finalizar e dar força a ilustração.

 

Cores frias como azuis e roxos são bem vindas devido ao uso excessivo de cores quentes no rosto.

 

Eis o resultado final!

criado por albertopessoa    22:00 — Arquivado em: Sem categoria

19.11.08

Processo de criação - Partindo do Zero

Olá!

Esse processo de trabalho realizado em aula de produção gráfica, visou gerar o que chamamos de original, ou seja, uma ilustração em alta que pode ser escaneada em alta resolução para gráfica, em resolução de 300dpis.

O tema da ilustração é o AXE. Foi colocado o AXE no centro da ilustração e questionado entre os alunos o que reflete o AXE.

Foram colocados vários ítens como:

- Seios

- Gelo

- Chocolate

- Fumaça

- Música

- Londrinos

 

Após várias sugestões, foi elaborado um esboço, com uma característica peculiar: Todos os traços foram feitos sem tirar a lapiseira do papel e com traçados bem delineados. O intuito dessa técnica é realizar a centralização dos elementos no subconsciente. Quando você tira o lápis do papel, a linha criativa que o artista estabelece se quebra, perde-se a concentração, principalmente quando a ilustração é com vários elementos.

 

 

 

A Elita trouxe vários materiais novos para realizar a ilustração, como canetas, lápis aquarelável entre outros.

 

 

 

Nesse processo, foi pedido para os alunos desenharem alguns elementos da ilustração, como linhas, nomes e figuras

 

 

Guilherme ajudou muito na direção de arte, colocando várias opiniões sobre o que poderíamos fazer na ilustração.

Aqui foi sugerido uma nova textura. Foi utilizado a capa da minha pasta de plástico embaixo da folha offset. Criamos uma textura bem interessante.

Esse já é o resultado final da ilustração.

Foi colocado fita crepe e um papel offset de gramatura mais rígida, no intuito de realizar novas texturas.

Os alunos ficaram das 21:30 até 22:40 trabalhando juntamente comigo na ilustração. Acredito que ainda falata muito para finalizar e vamos continuar na próxima semana esse trabalho.

Espero que tenham gostado do post tanto quanto nós gostamos de realizar a atividade!

criado por albertopessoa    12:22 — Arquivado em: Sem categoria

18.11.08

Técnica Mista 01 - Acrílica e Pastel oleoso

Olá!

Hoje realizei mais uma aula na Universidade Livre do tempo Útil, ramificação da Universidade Mackenzie para cursos livres destinados a comunidade em geral.

Meu curso é de desenho e pintura e ministro sempre às segundas das 14:00 - 17:00hs

Aliás estão com inscrições  abertas. Segue o link do site

http://www.mackenzie.br/cch_bolsa_alfabetizacao.html

Na aula de hoje eu realizei um pequeno workshop de técnica mista com pastel oleoso e tinta acrílica.

A técnica foi realizada em papel Offset 180 gramas, com esboço em lapiseira 0,9 grafite azul da Pentel.

 O esboço em lápis azul propicia uma certa transparência que nem o carvão ou grafite tradicional conseguem. Além de não manchar o papel.

A primeira aplicação foi de pastel oleoso. Ao passar a barra no desenho, é necessário ter cuidado para não apagar os traços elementares, pois podemos perder o referêncial da ilustração.

 

A aplicação foi pensada no intuito de marcar algumas áreas que considero fortes no olhar do espectador, como toalhas, cadeiras e vasos. São elementos coadjuvantes, mas que se destacam no olhar por terem cores fortes.

 

A passagem da acrílica vem logo em seguida. Eu particularmente gosto muito do resultado da tinta aguada e de usar apenas um pincel. Acredito que uma imagem possui um pouco de cada cor empregada na tela. Na verdade enxergo uma pintura como algo monocromático, com poucas variações de cor.

 

 

Gosto muito de finalizar com o preto. Acredito que engrandece a pintura, deixando com aspecto de ilustração.

Bem, espero que tenham gostado!

 

abraço à todos

Alberto

criado por albertopessoa    0:02 — Arquivado em: Sem categoria

16.11.08

Processo Criativo - Aula com cara de oficina

A aula prática precisa ter uma cara de workshop, ou de oficina, se preferir.

Imagina uma aula de desenho expositiva? Ou pior, com apresentação de slides e os alunos obrigados a copiarem imagens prontas projetadas na parede? Infelizmente isso é uma constante, principalmente no ensino médio, quando não as professoras apenas passam conteúdo escrito em lousa. Aula de história da arte ou decoreba de texto sem sentido para alunos? Fica a reflexão.

Voltando ao nosso tema: apresentar técnicas, permitir ao aluno o questionamento acerca de materiais, solicitar a criação do aluno, apresentando referências fotográficas e ao  mesmo tempo explicar como criar o máximo à partir do seu próprio conhecimento.

Aula de desenho precisa ser encarada com outro nome: Aula de criação.

Abraço e segue mais fotos da técnica de Nanquim e café.

Essa foi uma aula apresentada para alunos de publicidade do 1º semestre, mas geralmente apresento essas aulas para classes mais avançadas. O intuito foi de apresentar técnicas que esses alunos terão nos semestres posteriores e já dar água na boca dos alunos que irão optar por criação. 

criado por albertopessoa    21:16 — Arquivado em: Sem categoria

11.11.08

Processo criativo III - Elogios e críticas

A função de professor, nesse quesito é ingrata, principalmente no meu caso que lido com criação.

Elogiar e criticar trabalhos são sempre delicados pois envolve o emocional do aluno e nem sempre ele está preparado ou tem disposição para a escutar um professor.

Os motivos são diversos para adificuldade de estabelecer diálogo:

- Necessidade de Nota - O aluno sempre mede seu trabalho por nota, o que faz que cada crítica seja vista como perda de avaliação. O contrário é verdadeiro, no entanto, quando se elogia e avalia com uma nota abaixo do que o aluno espera, ele tende a achar que o elogio foi em vão e não absorve as coisas boas que aquela crítica teve.

- Vida extra faculdade - Muitos alunos trabalham e chegam exaustos de um trabalho muitas vezes maçante e que remunera mal. Isso gera ansiedade, falta de paciência e, logo , mal julgamento dos comentários dos professores.

- Credibilidade em relação ao professor - As faculdades estão fazendo um caminho inverso ao que se entende como ensino universitário, que é cada vez mais propor um curso voltado para o técnico, para formação de profissionais de mercado. Isso faz com que os alunos queiram publicitários, designers e profissionais de empresas ministrando aulas.

Quando um educador, aquele que se dedica integralmente no ofício do magistério se coloca como avaliador de um trabalho de alunos que esperam o professor que está no mercado de trabalho, ele é questionado e tem sua credibilidade abalada. Frases do tipo "Mas você SÓ dá aula", " O senhor não pode avaliar pois não trabalha no mercado" são comuns e fazem com que esse aluno se afaste e não aproveite aquilo que o educador tem de melhor: a disposição incondicionável de ensinar.

Colocado esse cenário, o que fica claro para mim é, antes de criticar ou elogiar uma turma, tenatr conhecer o que o aluno faz fora da classe. que tipo de trabalho realiza, se e´possível solicitar um portifólio ou ainda pedir que traga referências de trablahos que gosta ou artistas. Isso, pelo na criação, ajuda a criar vínculos e parcerias, fazendo com críticas e elogios sejam mais produtivos!

 

Segue mais desenhos em café e nanquim dos alunos de Publicidade e Desenho Industrial.

 

 

 

Abraço

Alberto Pessoa

 

 

 

criado por albertopessoa    23:51 — Arquivado em: Sem categoria

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